Adolescente de MT é alvo de operação que investiga ameaça de ataque a bomba ao show da Lady Gaga



Por Rota Araguaia em 04/05/2025 às 14:54 hs

Adolescente de MT é alvo de operação que investiga ameaça de ataque a bomba ao show da Lady Gaga
Foto: Polícia Civil de Mato Grosso

Redação

Um adolescente de 15 anos, morador de Campo Novo do Parecis, a 397 km de Cuiabá, foi um dos alvos da Operação Fake Monster, deflagrada neste sábado (3) pela Polícia Civil e o Ministério da Justiça e Segurança Pública. A ação visa desarticular um grupo suspeito de disseminar discursos de ódio e planejar ataques violentos, com alvos preferenciais entre crianças, adolescentes e pessoas LGBTQIA+.

A investigação teve início após agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro identificarem, nas redes sociais, uma ameaça de ataque com bomba durante o show da cantora Lady Gaga, previsto para acontecer na praia de Copacabana. O grupo investigado articulava o uso de explosivos improvisados, como coquetéis molotov, e promovia conteúdos que incentivavam a radicalização de adolescentes, automutilação, pedofilia e a distribuição de material violento nas redes sociais.

Batizada de Fake Monster — referência aos fãs de Lady Gaga, conhecidos como "little monsters" — a operação cumpriu nove mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. Em Campo Novo do Parecis, policiais apreenderam celulares e computadores na casa do adolescente. O material será encaminhado à Delegacia da Polícia Civil do Rio de Janeiro para análise.

De acordo com o delegado Alexandre Segreto, as investigações apontam que o grupo tratava o plano de ataque como um “desafio de rede social”, recrutando participantes, inclusive menores de idade, para promover as ações violentas.

Além da ação em Mato Grosso, a operação resultou na prisão de um homem no Rio Grande do Sul por porte ilegal de arma e na apreensão de um adolescente no Rio de Janeiro por armazenamento de pornografia infantil.

A operação contou com a participação de equipes da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), 19ª DP (Tijuca) e do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

 

As investigações continuam para identificar outros integrantes e detalhar a extensão das atividades criminosas do grupo.



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